quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Respondendo às “Provocações políticas” de ELÍSIO MACAMO

ESCRITO POR | XADREQUE SOUSA | shathreksousa@gmail.com

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Resumo: o índice de Gini diz se há igualdade ou se há desigualdade e se essa desigualdade é alta ou baixa mas nunca diz se essa desigualdade é má ou boa. Isso simplesmente não se aplica. Discutir desigualdade significa discutir um objecto ideal e não um objecto da nossa experiência. O problema não está na desigualdade em si, mas nas políticas demográficas e nas políticas de rendimento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Chipande, o Réu Confesso!

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De quantos séculos é que as pessoas vão precisar para entender que o roubo sistematizado é inerente a mentalidade revolucionária e não um acidente de percurso rumo a implantação do maravilhoso paraíso socialista ao alcance de todos?

sábado, 8 de outubro de 2016

“Não volto a escrever. Basta!”

ESCRITO POR | Xadreque Sousa | shathreksousa@gmail.com
Paulina Chiziane disse adeus a escrita. Neste artigo, comento algumas declarações da escritora ao jornal “o país” no âmbito da sua despedida do mundo da literatura.
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Resumo: O que as pessoas dizem ou fazem pouco importa porque isso só afecta a parte externa do nosso ser, mas não o seu fundamento. Se o acto de escrever é também um acto político, eu digo que depende. Depende se você está escrevendo tendo como objectivo tomar e conservar o poder ou não. O papel do escritor é aquilo que disse Saul Bellow expressar impressões autênticas porque no dia em que você se deixar enredar pelo cliché, estará tudo acabado. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Comentário a entrevista do professor José Castiano | A falha do capitalismo e o domínio da banca

Por Xadreque Sousa | E-mail: shathreksousa@gmail.com | Contemplatio Sapientiae

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Fonte: youtube.com

Resumo: Se as liberdades fundamentais não podem ser resolvidas no capitalismo, automaticamente, o professor Castiano está dizendo que elas podem ser resolvidas no comunismo. Mas é só olhar para a China, Rússia, Coréia do Norte, Cuba e comparar com os EUA e os países da Europa ocidental e ver onde há mais liberdade.
Caro professor, essa aliança entre o capital financeiro e a política é exactamente o socialismo que o senhor tanto ama e defende e a prova adicional do que estou dizendo é que esse capital financeiro sempre apoia a esquerda no mundo inteiro e nunca a “maldita” direita capitalista. 
O professor Castiano diz: “Desde que entrou FMI não vejo um resultado positivo a não ser uma aliança muito estreita entre as elites políticas, económicas e intelectuais com ocidente, deixando o povo em condições piores que antes”. Ah, sim?! Diga-me, sr. professor: quando é que Moçambique se tornou no país mais pobre do mundo, antes ou depois dos acordos com o FMI? Quando é que a economia de Moçambique mais cresceu, antes ou depois dos acordos com o FMI? Quer dizer, isso que o Professor Castiano faz não é um argumento, é “um assassinato de carácter” para usar o vocabulário da Hannah Arendt.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ragendra de Sousa e "Dívida Pública"???



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Fonte: jornaldomingo.co.mz

Se bem entendi, Ragendra quer nos fazer acreditar que se as pessoas que contraíram essa dívida tivessem informado a população que iriam contraí-la, a dívida seria mais palatável. Como se um estuprador informasse a sua vítima que iria estuprá-la, o acto do estupro se transformasse pelo poder mágico da informação numa maravilhosa noite de núpcias de causar inveja a Afrodite e a Eros, os deuses gregos do sexo. Ragendra pretende reduzir todo esse debate acerca da dívida num debate meramente económico que pode ser resolvido com duas ou três equações econométricas, olvidando o facto incontestável de que se trata de uma dívida ilegal.

domingo, 2 de outubro de 2016

Um comentário ao texto: “O Fim do debate” da autoria de Régio Conrado Mafesolli

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Fonte: caminhodasletras.com.br

Resumo: Régio pretende que os indivíduos que são “intelectuais” a mais tempo são os verdadeiros intelectuais. Isso é um erro colossal que tem que ser rejeitado in limine. O que é uma vida intelectual? Trata-se de constante e abnegada busca da verdade pelo que ela só pode ter como base a sinceridade de facto e não os anos de “discussão” ou “debates” deste ou daquele indivíduo. Régio fala de intelectuais sérios como aqueles que estão no ofício de pensar a 10, 20, 30 anos e pelo que consta, ele mesmo não tem 10, 20, 30 anos de “experiência intelectual”, cometendo, assim, flagrante paralaxe cognitiva porque o eixo teórico do que ele diz se desloca histrionicamente do eixo da sua experiência real.