O dinheiro ou
moeda é um direito que os consumidores têm a uma determinada quantia de
mercadoria. Quando o governo, escorado na falácia da “teoria geral” de Keynes
de que o défice promove o emprego e lida com os problemas do juro e do
dinheiro, acaba gerando inflação, o direito do consumidor àquela quantia inicial
de bens e serviços é suspenso temporariamente ou permanentemente, o que
corresponde a ditadura ou tirania económica do estado sobre o consumidor,
respectivamente.
“Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida” Sócrates (469 a.C - 399 a.C)
quinta-feira, 23 de março de 2017
Tipos de conduta
Miguel Reale fala
de 4 tipos de conduta, a saber: religiosa, moral, costumeira e jurídica. A
conduta religiosa só faz sentido em face do conceito de transcendência. A conduta
moral é inata e se dá numa relação do ego
com o alter. A conduta costumeira é fruto
da cultura e se resume em regras de etiqueta e cortesia. A conduta jurídica não
faz sentido sem o instituto da sanção.
Em caso de
conflito entre esses tipos de conduta a tendência é cada um puxar a brasa para
a sua sardinha. Contudo, abstraído de todas essas “ontologias regionais”, do
ponto de vista da estrutura da realidade mesmo a conduta ligada ao transcendental,
que é a religiosa, abarca e subordina as demais transcendendo-as infinitamente.
quarta-feira, 22 de março de 2017
Consciência transcendental: Husserl, Descartes e Voeglin
Uma das grandes conquistas da
filosofia foi a descoberta da consciência transcendental por Descartes e
Husserl como o fundamento do conhecimento. Isso é que é fenomenologia, ou seja,
a redução dos entes a sua essência através da sua descrição tal como nos
aparecem na consciência. A esses dois gigantes junta-se E.Voeglin, “o filósofo
da consciência”, que, partindo do pressuposto de que toda experiência humana é
transcendental por natureza, transforma sua filosofia política numa
fenomenologia da política.
terça-feira, 21 de março de 2017
Intelecto possível e intelecto agente
(Aristotélēs; Estagira, 384 a.C. — Atenas, 322 a.C.)
O intelecto possível capta o
inteligível enquanto potência e o intelecto agente capta o inteligível enquanto
acto. Agora, “nada passa da potência ao acto senão por algo que já esteja em
acto” de modo que o acto precede a potência assim como a forma precede a
matéria, a essência precede a existência a substância precede o acidente.
O intelecto, em Aristóteles, é uma potência
da alma que diferencia o homem do animal. Contudo, Zubiri nega que haja uma
diferença específica entre o homem e o animal e diz que essa diferença é total
de modo que mesmo o sensitivo no homem já não é mais animal mas humano.
domingo, 19 de março de 2017
Esoterismo e radicalismo islâmico
R.Guenón diz que “o
segredo é da natureza mesmo do poder”. Por outras palavras, a causa e a
natureza do poder islâmico reside nas suas organizações esotéricas das quais
ele se serve como um manto de invisibilidade.
Deste modo, uma das
coisas mais urgentes neste momento para se entender o esquema de poder no mundo
é estudar o fenómeno do esoterismo porque é aqui que reside a unidade de tudo
quanto acontece no mundo islâmico e no mundo ocidental levado a cabo pelos mussulmanos
desde as acções de terror até a onda imigrações em massa.
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